Escalando, perfurando e sugando a carne alheia ia vivendo o carrapato, sem deixar transparecer o mínimo de si, sem necessidades além do sangue de outros animais. Um dia ele apareceu (da forma inexplicável com a qual os carrapatos aparecem) em uma cova coletiva. Em meio aqueles restos miseráveis com uma legião de vermes à atacar as carcaças fedorentas ele disputava aquele pútrido esqueleto. E sem seu necessário néctar rubro, naquela cova, o carrapato morreu anêmico.

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